Num gesto frenético, desavisado de mim mesmaderrubei muros, rompi fortalezasque se ergueram em meu interiorQuebrei as paredes, o revestimento cimentadoremovi a couraça, o elmo tão acomodadoaos meus pensamentos e atitudesNão quero mais o solo como referência o tempo todo
Quero levitar, deitar em nuvens de prata
que me sirvam de toldo
dançar na melodia do vento
quebrar as correntes do tempo
que não mais podem amordaçar meus desejos
Úrsula Avner * imagem retirada do Google