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sexta-feira, 25 de junho de 2010

* Pulsante veia poética *

arte : Curiosity
by : Mel Gama

não posso calar minha voz
minha veia poética
meus pássaros livres e meus nós
tudo em mim é poesia
ou quase
rima pulsante
óleo fresco sobre a cabeça pensante

preciso da poesia para bradar
o que eu aprendi a calar
o que o inconsciente insiste em não arejar
reivindico a poesia para vociferar
o que não me foi permitido falar

para silenciar ou reformular
o que foi dito sem pensar
e dar outro contorno
ao que feriu por dentro
tornou o cálido amor
um sentimento morno
calejou a alma e os ossos
mutilou sonhos meus
planos nossos

preciso da poesia
para não adoecer
faço dela meu canto
até morrer

Úrsula Avner

sábado, 22 de maio de 2010

* Gênese da escrita *




versos ralos

lacônico poema

aqui e ali

saltitam palavras

carpidas ou burlescas


-miscigenação-


algum eflúvio

de rima no ar

lira exumada


Úrsula Avner


* imagem do google- sem informação de autoria

sábado, 20 de junho de 2009

* Casamento *



Casei versos
sem pretensão de rima
Palavras se enamoram
na claridade ou na surdina

Úrsula Avner