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terça-feira, 5 de outubro de 2010

* Um pouco de elegia *

desenho : Sono
de: Luiza Maciel Nogueira
http://versosdeluz.blogspot.com


agarram-se á saliva
palavras de fato
teimam em não se pronunciar
banham-se de sal de fel
preferem a losna
ao mel


Úrsula Avner

sábado, 21 de agosto de 2010

* Mulher pássaro *

hoje eu não quero a sensatez
as rugas da lucidez
o equilíbrio na ponta dos pés

quero os pés descalços
pisando a terra molhada
a relva orvalhada

busco o cristal escondido na areia
o desembaraço das minhas teias

quero o hálito da simplicidade
em palavras sussurradas
pensamentos arejados
distantes de toda a vaidade

quero o descompromisso
o desapego
nenhuma ansiedade

sou mulher pássaro
sou sonho
sou grito de liberdade


Úrsula Avner

* Fonte da imagem Google- sem informação de autoria

terça-feira, 3 de agosto de 2010

* Rejunte *




poesia é isso

dizer muito

em poucas palavras

rasguei o verbo

reuni os pedaços

mosaico no papel


Úrsula Avner


* imagem do google sem informação de autoria

sábado, 22 de maio de 2010

* Gênese da escrita *




versos ralos

lacônico poema

aqui e ali

saltitam palavras

carpidas ou burlescas


-miscigenação-


algum eflúvio

de rima no ar

lira exumada


Úrsula Avner


* imagem do google- sem informação de autoria

sexta-feira, 19 de março de 2010

* Águas fundas em mim *


quisera falar de coisas amenas
com palavras que bóiam em águas serenas
Todavia, já saltei do trampolim
o mergulho foi inevitável
palavras nadam nas águas fundas em mim
transitam pelas avenidas da mente
não descansam , não ficam dormentes
agitam-se como folhas tremulando ao vento
cobrem o fecundo chão do pensamento
Escrever não é para mim tormento
é indizível prazer
licoroso momento
Úrsula Avner
* imagem do google

domingo, 13 de setembro de 2009

* Pouso certo *



arte em cartões- http://iziscartoes.blogspot.com/

por favor clique na imagem para ampliá-la e visualizar melhor a poesia

Obrigada por sua visita !

sábado, 22 de agosto de 2009

* palavras saltam do coração *


Onde morre o silêncio
sobram palavras doentes
Úrsula Avner

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

* Rejunte *



poesia é isso :


dizer muito


em poucas palavras


rasguei o verbo


juntei os pedaços


mosaico no papel



Úrsula Avner


sábado, 8 de agosto de 2009

* palco *

Quando se lê um poema
tem-se um encontro
com uma cena um dilema
um estratagema um teorema

Á vezes começo pelo fim
leio o último verso
até alcançar o primeiro
viro o poema do avesso
leio as estrofes ao inverso
vou sacudindo as palavras

Quando se lê um poema
tem-se uma (es)história
há o infinito do poeta
sombreando versos
há o infinito de quem lê
margeando os (in)versos

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem retirada do Google imagens

sábado, 20 de junho de 2009

* Casamento *



Casei versos
sem pretensão de rima
Palavras se enamoram
na claridade ou na surdina

Úrsula Avner

quarta-feira, 13 de maio de 2009

* Novelos de palavras *



Aquele verso, eu perdi

Porém , outros encontrei

encurralados nos cantos da alma

bem dentro de mim

ou dispersos em outras moradas

becos, ruas , estradas

enroscados em novelos de palavras sem fim

Úrsula Avner

imagem retirada do Google-desconheço a autoria