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sexta-feira, 25 de junho de 2010

* Pulsante veia poética *

arte : Curiosity
by : Mel Gama

não posso calar minha voz
minha veia poética
meus pássaros livres e meus nós
tudo em mim é poesia
ou quase
rima pulsante
óleo fresco sobre a cabeça pensante

preciso da poesia para bradar
o que eu aprendi a calar
o que o inconsciente insiste em não arejar
reivindico a poesia para vociferar
o que não me foi permitido falar

para silenciar ou reformular
o que foi dito sem pensar
e dar outro contorno
ao que feriu por dentro
tornou o cálido amor
um sentimento morno
calejou a alma e os ossos
mutilou sonhos meus
planos nossos

preciso da poesia
para não adoecer
faço dela meu canto
até morrer

Úrsula Avner

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

* Uma mensagem *




" Se não sabes o que dizer, opte pelo silêncio

para que , ao falares o que não deverias,

não lhe sejam cravejados espinhos na alma "


Úrsula Avner


" Examine-se o homem a si mesmo " - versículo bíblico


Queridos(as) amigos (as) , que possamos em qualquer data, em qualquer tempo, renovar nossa vida... Meus votos de felicidades a todos que me visitam !
*imagem do google

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

* Reflexões*

Não posso me render aos rituais, preciso do imprevisível

do que ainda não foi tentado, pensado, experimentado ;

do que está por trás das letras, do que não é expresso em palavras

do que pode ser vivido de outro jeito, tentado de outro modo ;

do que há de onírico e fascinante em cada gesto humano...

Úrsula Avner

este texto faz parte do livro " Horizontes da alma " ainda em construção

* imagem do google

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

* Ave noturna *

cubra-me o véu da noite
quando me deito
para que meus pensamentos
não se ponham a vagar
distantes do leito

o corpo arrasta correntes
a alma porém
é pássaro livre
sorriso escancarado
sem dentes

Úrsula Avner

* imagem do Google - sem informação de autoria

terça-feira, 15 de setembro de 2009

* Des(a)tino *

num lampejo de (in) consciência
rasguei o véu do pudor
lívida e despida vaguei
até caçoar da própria dor

desnudei a alma
de verdades impostas
tracei na palma
da mão calejada
em linhas tortas
destino incerto
porém meu
caminho aberto
do lume ao breu

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google sem informação de autoria

domingo, 6 de setembro de 2009

* Abatimento *




Andei ferida de morte


corte de esgrima na alma


quando a dor de dentro traspassa


qualquer outra sensação


se torna indescritivelmente menor



Úrsula Avner

* imagem do Google imagens- sem informação de autoria

terça-feira, 14 de julho de 2009

* À flor da pele *

Trago poemas á flor da pele em arrepio
à flor da alma em rodopio
que respira contente
quando tece versos em palavras alinhavadas
em fio fino e transparente
que perpassa o coração e a mente
traz alento, dor ou ilusão
traz o íntimo do poeta em ebulição

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* image retirada do Google- desconeço a autoria

quinta-feira, 9 de julho de 2009

* profundidade *

O que minh ´alma busca
certamente habita em plano superior
Visceja em outra dimensão
Há de estar guardado no segredo das pérolas
ou na luz rutilante da estrela mais distante
Há de se abrigar no mistério da flor
que guarda o curso da semente
Ou no fundo do oceano
no silêncio do abismo
na solidão das pedras
No voo calculado das aves
na simetria da folha
no sorriso da criança
No útero que gera a vida
no pulsar do coração
Naquilo que chamamos amor
nos versos de uma sublime canção

Úrsula Avner

sexta-feira, 3 de julho de 2009

* Vestes especiais *

Por vezes
muito me custa
esboçar alguns versos
porém hoje
acordei vestida de poesia
Virei-me do avesso
soube de mim ao inverso
sacudi os cabelos e as ideias
sementes flutuaram ébrias
languidez na alma
argamassa no papel

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem retirada do Google

quarta-feira, 13 de maio de 2009

* Novelos de palavras *



Aquele verso, eu perdi

Porém , outros encontrei

encurralados nos cantos da alma

bem dentro de mim

ou dispersos em outras moradas

becos, ruas , estradas

enroscados em novelos de palavras sem fim

Úrsula Avner

imagem retirada do Google-desconheço a autoria