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sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Parto *

o que em solo lunar derramou-se
cravejou em meus olhos deslumbramento
como pode a lua iluminar a própria face ?
Como pode bastar a si mesma ?
Presunçosa lua
acocora-se ao cume dos montes ilesa

um resto de luz desmembrada
deixa a vida respingada
de um laranja indiscreto
agoniza o dia
a noite sai do ventre
rompe-se o que é secreto

Úrsula Avner

* imagem do google -sem informação de autoria,

quinta-feira, 25 de março de 2010

* Passagem *




nasci
em dia chuvoso
o pó que me formou
era mórbido fosco
o ventre da terra
tratou de me expulsar
raiz caule folhas

vivi
causticada ao sol
bolinada pelo vento
sobrevivendo

morri
solitária
em terra cansada
vítima do tempo

Úrsula Avner

* imagem do google
Um abraço afetuoso a todos que me visitam !

sábado, 9 de maio de 2009

* Ventre *



Mulher , quão encantador é o mistério da vida
processada em seu ventre.
Dentre todos os mistérios
que existem,
nenhum há de ser tão sublime quanto este.



Úrsula Avner


*imagem retirada do Google ( desconheço a autoria)