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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

* Pseudo catatonia *

tela : Árvores
por: Luiza Maciel Nogueira
em : http://versosdeluz.blogspot.com/

quando falo
do meu estado de árvore
pensam que silenciei
como quem pára no tempo

pode-se ouvir a voz de uma árvore ?
Saber-se-á de seus fluidos , desejos
pensamentos, da vida escondida em células ?

não almejo a solidão
uma árvore só
não faz verão
:
quero uma floresta

Úrsula Avner

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

* breve companhia *

arte : Luiza Maciel Nogueira
in : http://versosdeluz.blogspot.com


partiste
lépido
sem despedida
do meu regaço fugiste
deixaste-me solitário e triste
gotejando a dor da partida

quisera aninhar-te em meu colo
afagá-lo em minhas mãos
só mais um instante
contemplar o silêncio de tuas asas
o pulsar do teu coração
sentir tua respiração arfante

invejo tua liberdade
que em mostrar-me insiste
o quanto sou chão

em mim subsiste
a lembrança da tua canção
serena e incisiva
abaulando no peito
segredos inescrutáveis da vida

Úrsula Avner

sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Parto *

o que em solo lunar derramou-se
cravejou em meus olhos deslumbramento
como pode a lua iluminar a própria face ?
Como pode bastar a si mesma ?
Presunçosa lua
acocora-se ao cume dos montes ilesa

um resto de luz desmembrada
deixa a vida respingada
de um laranja indiscreto
agoniza o dia
a noite sai do ventre
rompe-se o que é secreto

Úrsula Avner

* imagem do google -sem informação de autoria,

domingo, 6 de junho de 2010

* Lucidez*

arte : Patricia Van Lubeck


Há em cada jardim
um sonho aberto
que flores ainda
não desvendaram

Há nos corações
teias de mistérios
que talvez nunca
sejam propalados

Nos cantos vazios
medos contidos
becos sombrios

Há em cada vida
um vidro partido

Úrsula Avner

quinta-feira, 1 de abril de 2010

* Desejado destino *




arte : Freedom of my soul ( liberdade da minha alma )

by: Mel Gama



a montanha

de longe espia

destinou-me a vida

a ser pássaro

asas invisíveis

voo em céu

de celulose e grafite


a montanha

de longe espia

devaneios de um poeta

palavras se aglutinam

tal moléculas de sangue coagulado

revoada em céu cereja



Úrsula Avner

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

* Estranheza*


tela : Maggie Taylor



estranha(mente) corre a vida

largas passadas

a mente estranha arquiteta

estranhos projetos

uma forma estranha de vida

se move no fundo da terra

do oceano

do peito

casarão estranho

esconde segredos

estranha canção

me legitima

coisa estranha


Úrsula Avner


* Caros amigos (as), estou de volta... Senti saudades ! Aos poucos pretendo visitar todos que me honram com sua visita gentil e comentários. Um abraço afetuoso a todos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

* Sonhos na janela *

entre um suspiro e outro
emergem lembranças de uma vida
na primavera dos sonhos tecida
esculpida nas trilhas do tempo revolto

abre-se um campo em flor
no lugar de sequidão da memória
esperança de edificação de uma estória
onde o protagonista seja o amor

pensamentos voam como flechas pontudas
buscam na sudorese do tempo
lugares de alento refrigério unguento
Só a quietude precipita em faces mudas


Úrsula Avner

* imagem disponível no google

sábado, 12 de dezembro de 2009

* Hoje *


No caminho que tracei
algumas flores encontrei
a própria vida interpelei
meu íntimo perscrutei
sonhos almejei
em espinhos tropecei
em rios de mistério mergulhei

acontecimentos de ontem...

Hoje... começa tudo de novo


Úrsula Avner

* imagem - Tela de Pino Daeni

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

* Esfinge*




a velha estrada
esconde segredos

entre curvas
presságios enredos

na mulher
uma estrada
guardada
mal percorrida

entre curvas
enigmas da vida

não a decifro
pois a reconheço
esfinge

Úrsula Avner

* imagem do Google- não informada a autoria

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

* Citação de Isabel Allende *

Silêncio antes de nascer. Silêncio depois da morte...
A vida é só ruído entre dois silêncios insondáveis.
( Isabel Allende )

imagem do Google- sem informação de autoria

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

* Desprendimento *




Caminho pelas bordas


desprezo o miolo


não quero a estabilidade da corola


anelo a liberdade das pétalas


que uma a uma


deixam-se beijar pelo vento


exalam delicado aroma


que abriga incorruptível sentimento


podem se desprender


quando bem entendem


Se devolvidas ao solo


da vida desentendem



Úrsula Avner



* imagem retirada do Google sem informação de autoria




domingo, 26 de julho de 2009

* Ensejo*

perambulam sonhos
desmantelam-se aos poucos
aqui e ali
em dia de labor
em noite mal dormida
cansados de tanto alçar voo
até encontrarem pouso
na pétala adormecida
desgarrada do desejo
clemente de amor
na vida tênue do ensejo

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google

sábado, 4 de julho de 2009

* Que venha o vazio *

A lua cheia desconhece que é oca .
O sentido da vida não está no preenchimento,
mas sim , nos espaços vazios... Só o vazio é
repleto de possibilidades.


Úrsula Avner

* imagem retirada do Google

terça-feira, 30 de junho de 2009

* Esperança *


Não embalei sonhos para vê-los ruir
Minha vida é um constante ir e vir
de desejos acalentados pelo porvir
Úrsula Avner
* imagem retirada do Google

sábado, 20 de junho de 2009

* Descaso *



Folha seca verte sangue
na madrugada fria
sopro de vida

Úrsula Avner

* imagem retirada do Google

domingo, 7 de junho de 2009

* Semana dos namorados- Poema II



O que era singular

plural se fez

O amor selou nossa vida

mostrou-nos sua rutilante tez

Úrsula Avner

* trecho da poesia " memórias de um romance antigo "

leia a poesia completa em :

http://www.sitedepoesias.com/poetas/avner

* poesia com registro de autoria

sábado, 16 de maio de 2009

*Caderno velho *


Gosto do meu caderno velho
onde registro meus pensamentos
Folhas com cheiro de lembrança
de vida arejada pela poesia

Úrsula Avner

sábado, 9 de maio de 2009

* Ventre *



Mulher , quão encantador é o mistério da vida
processada em seu ventre.
Dentre todos os mistérios
que existem,
nenhum há de ser tão sublime quanto este.



Úrsula Avner


*imagem retirada do Google ( desconheço a autoria)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

* Reflexões sobre a vida *



Só tem vida o que é flexível, o que é elástico.
A rigidez e a repetição desenham o tenebroso e largo
riso da morte.


* Úrsula Avner *

*imagem retirada do Google- desconheço a autoria

quarta-feira, 22 de abril de 2009

* Pensamentos *




Encaro a vida
como quem está a bordo
de um barco, velejando
As águas sofrem as intempéries
que o vento traz
O tempo imprime a toada
ora impetuosa
ora serenada

Úrsula Avner

* imagem retirada do Google- desconheço a autoria