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sábado, 13 de fevereiro de 2010

* Amplidão *




lanço as pernas ao ar

porque o chão é áspero

prende em placas de cimento

o que se quer deixar voar


levita ave azul do pensamento

leva em seu frágil corpo

a fugacidade do momento

o tártaro do sentimento


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem disponível no google- sem informação de autoria

sábado, 24 de outubro de 2009

Hoje não quero o gerúndio *

No lugar do silêncio

em mim

som estrepitoso

escapa aos tímpanos

expõe instintos


Não chamei de meu

o que era sonho

porque sonho

não tem pertencimento

é ave noctívaga

sem ninho seguro

pouso instável

incerto futuro


Teço em versos

aquilo que já não é

ou ainda será

Que emoção há

em versejar o presente ?

É como observar

gotículas que evaporam

em água fervente


Teço em versos

o que borbulhou

na mente

o que ficou

silenciado

no inconsciente

o que será lembrado

em gesto silente


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem do Google- sem informação de autoria

sábado, 29 de agosto de 2009

* Desatino *



Voou do meu peito

ave de rapina

quebrou algemas

resgatou

o sorriso de menina

alucinou

até não ter mais penas
Úrsula Avner
Imagem do Google Imagens- não foi informada a autoria