Mostrando postagens com marcador mente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de maio de 2010

* Vulnerável *

tela : Tarsila do Amaral


de quando em quando
um pensamento sonâmbulo
vaga entre as paredes
obtusas da mente
esbarra nas extremidades
pontiagudas
geme sangra
procura o que
considera seu
encontra o que
ainda não o acometeu

Úrsula Avner




sexta-feira, 19 de março de 2010

* Águas fundas em mim *


quisera falar de coisas amenas
com palavras que bóiam em águas serenas
Todavia, já saltei do trampolim
o mergulho foi inevitável
palavras nadam nas águas fundas em mim
transitam pelas avenidas da mente
não descansam , não ficam dormentes
agitam-se como folhas tremulando ao vento
cobrem o fecundo chão do pensamento
Escrever não é para mim tormento
é indizível prazer
licoroso momento
Úrsula Avner
* imagem do google

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

* Estranheza*


tela : Maggie Taylor



estranha(mente) corre a vida

largas passadas

a mente estranha arquiteta

estranhos projetos

uma forma estranha de vida

se move no fundo da terra

do oceano

do peito

casarão estranho

esconde segredos

estranha canção

me legitima

coisa estranha


Úrsula Avner


* Caros amigos (as), estou de volta... Senti saudades ! Aos poucos pretendo visitar todos que me honram com sua visita gentil e comentários. Um abraço afetuoso a todos.

sábado, 24 de outubro de 2009

Hoje não quero o gerúndio *

No lugar do silêncio

em mim

som estrepitoso

escapa aos tímpanos

expõe instintos


Não chamei de meu

o que era sonho

porque sonho

não tem pertencimento

é ave noctívaga

sem ninho seguro

pouso instável

incerto futuro


Teço em versos

aquilo que já não é

ou ainda será

Que emoção há

em versejar o presente ?

É como observar

gotículas que evaporam

em água fervente


Teço em versos

o que borbulhou

na mente

o que ficou

silenciado

no inconsciente

o que será lembrado

em gesto silente


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem do Google- sem informação de autoria

terça-feira, 14 de julho de 2009

* À flor da pele *

Trago poemas á flor da pele em arrepio
à flor da alma em rodopio
que respira contente
quando tece versos em palavras alinhavadas
em fio fino e transparente
que perpassa o coração e a mente
traz alento, dor ou ilusão
traz o íntimo do poeta em ebulição

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* image retirada do Google- desconeço a autoria

quarta-feira, 22 de abril de 2009

* Andarilha *



Percorro lugares onde só a mente pode ir
galgando caminhos do passado e do porvir
Meu tempo ainda não se consumou
Meu tempo é hoje
Sou andarilha no espaço
que em mim se projetou

Úrsula Avner