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domingo, 9 de maio de 2010

* Do que sei II *

rastejar
não seria penoso demais
se após beijar o chão
soubesse das asas
do livre voo do arpão

Úrsula Avner

* imagem retirada do Google- sem informação de autoria

domingo, 11 de abril de 2010

* Sonhada visão*

tela : Renné Magritte


quando os olhos meus
capturaram o azul do mar
andei em cauda de vento
sem choro ou lamento
queria tão somente bailar
em chão de areia me lambuzar
contar estrelas
ver o sol rastejar
passivo, lenitivo
sobre o mar

Úrsula Avner

sexta-feira, 19 de março de 2010

* Águas fundas em mim *


quisera falar de coisas amenas
com palavras que bóiam em águas serenas
Todavia, já saltei do trampolim
o mergulho foi inevitável
palavras nadam nas águas fundas em mim
transitam pelas avenidas da mente
não descansam , não ficam dormentes
agitam-se como folhas tremulando ao vento
cobrem o fecundo chão do pensamento
Escrever não é para mim tormento
é indizível prazer
licoroso momento
Úrsula Avner
* imagem do google

sábado, 13 de fevereiro de 2010

* Amplidão *




lanço as pernas ao ar

porque o chão é áspero

prende em placas de cimento

o que se quer deixar voar


levita ave azul do pensamento

leva em seu frágil corpo

a fugacidade do momento

o tártaro do sentimento


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem disponível no google- sem informação de autoria

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

* citações *

" Não preciso de grandes acontecimentos

para me sentir feliz. Estar viva é um milagre. "


" Cada pedaço de chão percorrido

é um obstáculo vencido "


Úrsula Avner

* imagem do google- sem informação de autoria