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quarta-feira, 9 de junho de 2010

* Te quero *




poesia por que te quero tanto ?

És para mim algo quase santo

deleite e encanto


te quero desencapada

ou sob o veludo do manto

te espero num encontro marcado

ou te recebo espanto


te quero riso

te quero pranto

te quero imensamente

portanto


Úrsula Avner
* imagem do google

quinta-feira, 3 de junho de 2010

* Mais um cotidiano*

Amanhece. O silêncio ferido de morte agoniza. Sons do cotidiano em brado forte
irrompem das ruas. A quietude expira. Pássaros entoam seu canto matinal. Portas
batem , janelas se abrem. Deita-se o sol sorrateiramente sobre casas e asfaltos.
Ouve-se suspiros profundos e altos. O vento tremula entre as folhas das árvores.
Varre das ruas as sobras da noite ; agita a cabeleira crespa dos mares.
Passos agitados, gente correndo, máquinas em funcionamento.
Risos, prantos, lamento... A noite se desfazendo.
Amanhece. O dia exala seu cinzento odor. Uma formiga apressada carrega uma folha. Inaugura seu rotineiro e áspero labor.

Úrsula Avner
arte : Patricia Van Lubeck

sábado, 17 de outubro de 2009

* Correnteza *


corre rio apressado

não para não descansa

leva pranto em leito raso

em mar aberto se lança


Corre rio enviesado

serpenteia entre colinas

leva sonhos em leito acidentado

ou no dorso de aves de rapina


Úrsula Avner


* imagem do Google- sem informação de autoria