sábado, 14 de agosto de 2010

* Severa Miopia *

tela : Renné Magritte

quando olhei
não vi
porque não me importei

poque não me importei
quando olhei
não vi

não vi
porque não me importei
quando olhei

olhei
não vi
não me importei

não vi
não me importei

vi
não me importei


não me importei


Úrsula Avner

domingo, 8 de agosto de 2010

* Sede *

tela : Frida Kahlo

um rio seco
atravessa a garganta
o não dito
o mal dito
escoam
no suor da testa vincada
na espinha que abre a face
no pisca-pisca dos olhos
mar.ejados
arejados de mar
de uma água
salgada e fria

de uma dor
que não se sabia

Úrsula Avner

terça-feira, 3 de agosto de 2010

* Rejunte *




poesia é isso

dizer muito

em poucas palavras

rasguei o verbo

reuni os pedaços

mosaico no papel


Úrsula Avner


* imagem do google sem informação de autoria

sábado, 31 de julho de 2010

* Lançamento do livro Maria Clara: uniVersos femininos

Olá caros amigos, amigas e visitantes. Estou de volta e com boas novas. Tenho o prazer de lhes
comunicar o pré- lançamento do livro Maria Clara: uniVersos femininos em Caicó- RN e o lançamento oficial na Bienal Internacional do Livro em São Paulo- S.P entre os dias 12 e 22 de Agosto do ano corrente. O livro reune poesias de doze autoras da Web , entre as quais estou incluida. Foi um grande prazer fazer parte de uma obra tão especial organizada pela mestra Hercília Fernandes que tive o prazer de conhecer e admirar. Clique aqui e saiba mais...

Logo o livro estará disponível para vendas... Obrigada a todos pelo carinho !

Úrsula Avner

quarta-feira, 14 de julho de 2010

* Partirei mas volto *


Caros amigos, amigas e visitantes, estou de férias e me ausentarei por algum tempo.
Deixo a todos um carinhoso abraço e até a volta ...
Úrsula Avner

sexta-feira, 9 de julho de 2010

* Renovação *


o dia definhou
perdeu-se na solidez do breu
lume apagou

outra luz despontou
trouxe brilho que era seu
sorriso alargou


Úrsula Avner



sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Parto *

o que em solo lunar derramou-se
cravejou em meus olhos deslumbramento
como pode a lua iluminar a própria face ?
Como pode bastar a si mesma ?
Presunçosa lua
acocora-se ao cume dos montes ilesa

um resto de luz desmembrada
deixa a vida respingada
de um laranja indiscreto
agoniza o dia
a noite sai do ventre
rompe-se o que é secreto

Úrsula Avner

* imagem do google -sem informação de autoria,