partiste lépido sem despedida do meu regaço fugiste deixaste-me solitário e triste gotejando a dor da partida
quisera aninhar-te em meu colo afagá-lo em minhas mãos só mais um instante contemplar o silêncio de tuas asas o pulsar do teu coração sentir tua respiração arfante
invejo tua liberdade que em mostrar-me insiste o quanto sou chão
em mim subsiste a lembrança da tua canção serena e incisiva abaulando no peito segredos inescrutáveis da vida
* Caros amigos (as), estou de volta... Senti saudades ! Aos poucos pretendo visitar todos que me honram com sua visita gentil e comentários. Um abraço afetuoso a todos.
O que minh ´alma busca certamente habita em plano superior Visceja em outra dimensão Há de estar guardado no segredo das pérolas ou na luz rutilante da estrela mais distante Há de se abrigar no mistério da flor que guarda o curso da semente Ou no fundo do oceano no silêncio do abismo na solidão das pedras No voo calculado das aves na simetria da folha no sorriso da criança No útero que gera a vida no pulsar do coração Naquilo que chamamos amor nos versos de uma sublime canção
Entregue a ti bebi da fonte da paixão Água cristalina em mim doce e terna canção Deixei-me embriagar Sorvi até a última gota Em ti aportei como uma filha do mar Alucinei, voei semi nua e solta No meu corpo, tatuagem Na lembrança, miragem
Úrsula Avner
* poema como registro de autoria * imagem retirada do Google
Alguém que se descobre a cada dia. Busco refletir sobre mim mesma e o mundo que me circunda, retratando no que escrevo aquilo que sinto, observo, penso e/ou simplesmente invento. Amo a poesia e escrevo para adultos e crianças.