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domingo, 29 de agosto de 2010

* Dançante*


arte : Beija-flores
por : Luiza Maciel Nogueira
http://versosdeluz.blogspot.com


poesia
vestida de flor
brinca de aveludar
meus sentidos
aguça os ouvidos
quando ouço
canto de beija-flor

Úrsula Avner

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

* breve companhia *

arte : Luiza Maciel Nogueira
in : http://versosdeluz.blogspot.com


partiste
lépido
sem despedida
do meu regaço fugiste
deixaste-me solitário e triste
gotejando a dor da partida

quisera aninhar-te em meu colo
afagá-lo em minhas mãos
só mais um instante
contemplar o silêncio de tuas asas
o pulsar do teu coração
sentir tua respiração arfante

invejo tua liberdade
que em mostrar-me insiste
o quanto sou chão

em mim subsiste
a lembrança da tua canção
serena e incisiva
abaulando no peito
segredos inescrutáveis da vida

Úrsula Avner

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

* Estranheza*


tela : Maggie Taylor



estranha(mente) corre a vida

largas passadas

a mente estranha arquiteta

estranhos projetos

uma forma estranha de vida

se move no fundo da terra

do oceano

do peito

casarão estranho

esconde segredos

estranha canção

me legitima

coisa estranha


Úrsula Avner


* Caros amigos (as), estou de volta... Senti saudades ! Aos poucos pretendo visitar todos que me honram com sua visita gentil e comentários. Um abraço afetuoso a todos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

* Contrastes *



pedaço do barro seco em mim

é silêncio solidão

outro montante é

júbilo em notas agudas

de uma inédita canção

Em alarido pulsa o coração
até mergulhar de novo

no rio crespo da desilusão


Úrsula Avner



quinta-feira, 9 de julho de 2009

* profundidade *

O que minh ´alma busca
certamente habita em plano superior
Visceja em outra dimensão
Há de estar guardado no segredo das pérolas
ou na luz rutilante da estrela mais distante
Há de se abrigar no mistério da flor
que guarda o curso da semente
Ou no fundo do oceano
no silêncio do abismo
na solidão das pedras
No voo calculado das aves
na simetria da folha
no sorriso da criança
No útero que gera a vida
no pulsar do coração
Naquilo que chamamos amor
nos versos de uma sublime canção

Úrsula Avner

terça-feira, 9 de junho de 2009

Semana dos namorados- Poema III

Entregue a ti
bebi da fonte da paixão
Água cristalina em mim
doce e terna canção
Deixei-me embriagar
Sorvi até a última gota
Em ti aportei como uma filha do mar
Alucinei, voei semi nua e solta
No meu corpo, tatuagem
Na lembrança, miragem

Úrsula Avner

* poema como registro de autoria
* imagem retirada do Google