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sábado, 8 de agosto de 2009

* palco *

Quando se lê um poema
tem-se um encontro
com uma cena um dilema
um estratagema um teorema

Á vezes começo pelo fim
leio o último verso
até alcançar o primeiro
viro o poema do avesso
leio as estrofes ao inverso
vou sacudindo as palavras

Quando se lê um poema
tem-se uma (es)história
há o infinito do poeta
sombreando versos
há o infinito de quem lê
margeando os (in)versos

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem retirada do Google imagens

domingo, 5 de julho de 2009

* Amplitude *



Verso invertido
revela de mim
o que da ferida
sabe o prurido

Invento um mar
sem ondas
oceano aberto
do começo ao fim

Úrsula Avner

* imagem retirada do Google- desconheço a autoria

quarta-feira, 13 de maio de 2009

* Novelos de palavras *



Aquele verso, eu perdi

Porém , outros encontrei

encurralados nos cantos da alma

bem dentro de mim

ou dispersos em outras moradas

becos, ruas , estradas

enroscados em novelos de palavras sem fim

Úrsula Avner

imagem retirada do Google-desconheço a autoria