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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

* do que restou *

quebrou em mim
onda do mar
gigante azul
de sentimentos
espuma na areia
aportou
embrenhou cá dentro
desmanchou
feito casca de ovo pisada
não tem rejunte
só restou quebranto


Úrsula Avner

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

* Inundação*


águas penetram com virilidade

rochedos que em mim habitam

sal em tráfego pela face

corre como sonho, um disfarce


antecipo uma onda gigante

mergulho até que ela cubra a areia

outra onda imensa se forma

mergulho até enxergar uma candeia


Quanto mais ondas traspasso

tanto mais forte me torno

refaço o ritmo do compasso

a cada dia me transformo


Úrsula Avner


* imagem do google- sem informação de autoria

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

* Do que aprendi... *


passei de brisa ao vento

arisco sentimento

qual onda de mar

esparramada na areia

debrucei-me

sobre as próprias vontades

acalentei vaidades

tentei calcificar verdades

depois do maremoto

quietude


Úrsula Avner

* imagem retirada do Google- autoria não informada

domingo, 5 de julho de 2009

* Amplitude *



Verso invertido
revela de mim
o que da ferida
sabe o prurido

Invento um mar
sem ondas
oceano aberto
do começo ao fim

Úrsula Avner

* imagem retirada do Google- desconheço a autoria

quarta-feira, 22 de abril de 2009

* Pensamentos *




Encaro a vida
como quem está a bordo
de um barco, velejando
As águas sofrem as intempéries
que o vento traz
O tempo imprime a toada
ora impetuosa
ora serenada

Úrsula Avner

* imagem retirada do Google- desconheço a autoria