
quisera falar de coisas amenas
com palavras que bóiam em águas serenas
Todavia, já saltei do trampolim
o mergulho foi inevitável
palavras nadam nas águas fundas em mim
transitam pelas avenidas da mente
não descansam , não ficam dormentes
agitam-se como folhas tremulando ao vento
cobrem o fecundo chão do pensamento
Escrever não é para mim tormento
é indizível prazer
licoroso momento
Úrsula Avner
* imagem do google












